Uma loja anuncia uma coleção, recebe mensagens e termina a semana sem saber quais pedidos vieram da campanha. Outra vende pelo site, mas não compara o custo dos anúncios com a margem dos produtos. Nos dois casos, falta ligar o trabalho de marketing ao que aconteceu na compra.

O Método Growth Ads apresentado aqui organiza essa ligação: definir uma oferta, preparar os anúncios, acompanhar o caminho até a venda e usar o que foi aprendido no próximo teste. Na Markant, essa abordagem ganha a rotina de quem trabalha com varejo, lojas físicas e e-commerce.

O que é Growth Ads?

Growth Ads é a aplicação da lógica de experimentação do growth marketing à mídia paga. A campanha começa com uma hipótese sobre oferta, mensagem ou público e precisa de um critério para avaliar o resultado.

Isso exige observar o caminho depois do clique: a página carregou, a pessoa encontrou o produto, o atendimento respondeu e a compra aconteceu? Cada etapa pode indicar uma melhoria diferente. Aumentar a verba faz mais sentido quando você sabe qual parte desse caminho está funcionando.

1. Começar pela oferta que a loja consegue entregar

O planejamento começa com perguntas concretas. Qual produto será anunciado? Existe estoque? Qual é a região atendida? Quem vai responder às mensagens? No e-commerce, o frete e o prazo combinam com a oferta?

A resposta define a ação esperada: consultar um tamanho, solicitar orçamento, agendar um atendimento ou concluir uma compra no site. Essa escolha orienta o texto, a imagem e o destino do anúncio.

  • Loja física: apresentar o produto e facilitar a conversa sobre disponibilidade, retirada ou visita.
  • E-commerce: direcionar para uma página que mostre o item anunciado e permita conferir as condições da compra.
  • Serviço: explicar o atendimento e quais informações o cliente precisa enviar para avançar.

A margem também entra nessa conversa. O valor que sobra de uma venda ajuda a avaliar quanto a operação consegue investir para conquistar um pedido.

2. Transformar dúvidas de clientes em criativos

Um bom ponto de partida para o anúncio está nas perguntas que a loja já recebe. “Como fica no corpo?”, “tem esse tamanho?” ou “vocês entregam no meu bairro?” podem virar demonstrações e explicações úteis.

Na rotina de produção descrita pela Markant, o cliente recebe um roteiro e dedica cerca de 30 minutos por semana às gravações. A equipe cuida da edição, dos carrosséis e das imagens. Isso permite trabalhar com o produto e a realidade da empresa, em vez de depender apenas de material genérico.

Para organizar os testes, registramos o que cada peça pretende descobrir. Uma abertura mostra o uso do produto; outra responde a uma objeção. Se oferta, região e destino continuarem comparáveis, fica mais fácil interpretar a diferença entre os resultados.

A biblioteca de gatilhos mentais pode ajudar na construção dos argumentos. Disponibilidade, depoimentos e condições precisam corresponder ao que a empresa realmente oferece.

3. Colocar a campanha no ar com um caminho de compra claro

Na gestão da Markant, os materiais passam pela aprovação do cliente e a conta de anúncios fica no nome dele. Antes da veiculação, é preciso conferir o destino: número correto de WhatsApp, página do produto, informações de entrega e funcionamento da compra pelo celular.

O anúncio deve continuar fazendo sentido depois do clique. Se ele apresenta uma peça da coleção, o cliente precisa conseguir perguntar sobre aquela peça. Se mostra um produto do e-commerce, a página de destino precisa permitir encontrá-lo sem uma nova busca.

Para negócios locais, o alcance acompanha a área de atendimento. Para quem vende pelo site, a seleção das regiões considera a entrega e a operação. O guia de planejamento de tráfego pago mostra como organizar essas decisões em uma primeira campanha.

Quer organizar esse caminho para a sua loja ou seu e-commerce?

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4. Usar o atendimento para entender o resultado

Nas vendas por WhatsApp, uma conversa iniciada ainda não é uma venda. A equipe da loja precisa reconhecer o interesse, responder à dúvida e registrar o desfecho: comprou, pediu orçamento, não havia estoque ou deixou de responder.

Esse registro ajuda a evitar decisões precipitadas. Muitos contatos perguntando por um tamanho indisponível podem indicar um problema de oferta. Perguntas repetidas sobre entrega podem mostrar que essa informação precisa aparecer antes.

No e-commerce, a análise inclui o que acontece entre a página de produto e o pagamento. Um aumento de visitas com poucos pedidos merece investigação: preço, prazo, frete, informação e funcionamento do checkout podem influenciar a decisão.

Identificar a origem dos contatos e comparar os registros da plataforma com os pedidos ajuda na análise. A leitura deve considerar que uma pessoa pode conhecer a marca por vários caminhos antes de comprar.

5. Revisar os números e escolher o próximo teste

A Markant descreve uma rotina com gerente de conta, relatório dia sim, dia não e reunião semanal por vídeo. O acompanhamento serve para transformar o que aconteceu na campanha em decisões que a empresa consiga entender e aprovar.

Na revisão, olhamos para a oferta, os anúncios e o atendimento em conjunto. É hora de trocar uma peça, esclarecer uma condição, corrigir o destino ou manter um teste que ainda precisa de observação? Cada mudança deve ter uma razão registrada.

Uma revisão útil termina com uma decisão: o que manter, o que mudar e o que observar na próxima etapa.

A verba pode ser ampliada conforme os resultados, a margem e a capacidade de atender novos pedidos. Antes de aumentar, confira se o estoque, a equipe e a entrega acompanham a decisão. O custo observado em uma etapa pode mudar quando a campanha ganha volume.

Quais números ajudam a avaliar a campanha?

Alcance, visualizações e cliques ajudam a entender a entrega dos anúncios. Para avaliar a relação com as vendas, precisamos acrescentar informações do atendimento, dos pedidos e dos custos da operação.

  • Custo por conversa: gasto em mídia dividido pelas conversas atribuídas à campanha. A qualidade desses contatos precisa ser conferida no atendimento.
  • Custo de mídia por venda: gasto em anúncios dividido pelas vendas atribuídas. Não inclui automaticamente produção, gestão ou outros custos de aquisição.
  • CAC: custos de aquisição considerados na análise divididos pelos novos clientes conquistados no período. Defina quais despesas entram na conta e diferencie cliente novo de recompra.
  • ROAS: receita atribuída aos anúncios dividida pelo gasto em mídia. É uma relação entre receita e anúncios, não uma medida de lucro.

Exemplo hipotético: R$ 1.000 em anúncios associados a R$ 5.000 de receita representam ROAS de 5. Se os produtos custaram R$ 3.000 e os anúncios R$ 1.000, restam R$ 1.000 antes de gestão, impostos, frete e demais despesas. O ROAS sozinho não responde se a operação se pagou.

A calculadora de ROI de marketing da Markant ajuda a organizar investimento, receita e custos. Use os registros reais da sua operação e confira o que cada indicador considera.

Quando essa abordagem faz sentido para o seu negócio?

Ela ajuda a organizar o trabalho de quem tem uma oferta disponível, consegue atender os contatos e quer aprender com o investimento em anúncios. Também pode revelar tarefas que precisam vir antes da campanha, como atualizar o catálogo ou corrigir uma etapa do site.

Se você ainda está preparando a presença online, o plano de primeiros passos no marketing digital pode ajudar. Se já anuncia, comece identificando qual informação falta para decidir o próximo movimento.

O próximo passo com a Markant é conversar sobre sua oferta, sua operação e o objetivo de vendas. Com esse contexto, a equipe pode explicar o formato de trabalho e planejar o que acompanhar desde a primeira campanha.